A
palavra crioulo era usada na época do império para
designar o filho do escravo que nascia nas colônias europeias e
após a escravidão foi empregada de forma pejorativa para
pessoas da raça negra. Em meados do século XX, com o
surgimento do Movimento Tradicionalista Gaúcho, a palavra
crioulo tornou-se um adjetivo para qualquer produto que utilize
matéria prima genuinamente gaúcha.
Desde
o Concílio Vaticano II (1965) a Igreja adaptou a Missa Latina
para a língua vernácula própria de cada
região. Em 1967, os padres gaúchos Paulo Murab Aripe e
Amadeu Gomes Canellas solicitaram uma autorização ao
arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, para se rezar a Missa
Crioula, que é uma adaptação da missa
católica em linguagem, rima, estilo e símbolos
tradicionalistas. A autorização foi apreciada, aprovada e
concedida, na época, pelo episcopado gaúcho, para
celebrá-la em ocasiões extraordinárias. Desde
então, tornou-se comum entre os Centros de
Tradições Gaúchas durante as
comemorações da Semana Farroupilha. Portanto, a Missa
Crioula é uma missa católica, do rito latino, mas com
cantos, preces, orações próprias em estilo
campeiro. A rima é bastante acentuada na linguagem e
oração litúrgica Jesus Cristo é chamado de
Divino Tropeiro, Nossa Senhora, de Primeira Prenda do Céu, Deus
é chamado de Pai ou Patrão Celeste ou Santo, são
alguns exemplos desse linguajar campeiro.